O projeto, segundo a professora de Artes, Liana Virgínia
Kunrath Machado, começou há cerca de um mês, na escola da localidade de
Capivarinha, em Lindolfo Collor, depois de uma pesquisa para o corte e
confecção das peças. A atividade consiste em desenhar nas chapas de raio X,
recortar os desenhos e, nas partes vazias, aplicar tinha. “Começamos aplicando
os desenhos em papel, mas depois optamos pela reutilização de camisetas que
estavam paradas”, explica a professora. Já o professor de Ciências, Ubiratan
Aprigo de Paula, salienta que é possível apresentar uma proposta que vá além do
tradicional uso de garrafas pet e sacolas. Ele enfatiza, também, que trata-se
de um projeto para o ano todo e que a intenção é ampliá-lo, levando a todos
alunos da escola.
Além das pinturas, durante o desenvolvimento do projeto, os
estudantes aprendem questões como os danos causados ao meio ambiente pelo
descarte inadequado de materiais como as chapas de raio X, lâmpadas e baterias.
Um dos objetivos do projeto é sensibilizar e estimular a mudança de hábitos e
atitudes com o meio ambiente. Nas chapas de raio X se encontra o nitrato de
prata, altamente nocivo ao meio ambiente, se descartado com o lixo comum.
Uma das propostas é a sensibilização sobre o consumismo, o
uso e descarte das lâmpadas e pilhas e também embalagens de agrotóxicos. Em
função desse projeto, os estudantes estão aprendendo sobre as diversas questões
envolvendo o raio X, com a prata na composição do raio X, como os órgãos do
corpo humano aparecem nos exames e um pouco de história e a questão da
radioatividade.




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